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Sua Alteza Real o Conde de Paris altera a linha de sucessão orleanista ao trono da França

 


O Príncipe Jean d'Orléans, Conde de Paris para os orleanistas ou Duque d'Orléans para os legitimistas, Chefe da Casa Real d'Orléans, que reinou sobre à França entre 1830 a 1848 (chamada de "Monarquia de Julho" ou "Monarquia Burguesa"), surpreendeu a muitos ao remover os títulos de Príncipes e o tratamento de Alteza Real de diversos membros da família Orléans.

Os principais atingidos pela deisão do Conde de Paris foram os descendentes de dois casamentos contraídos sem o consentimento de Henri d'Orléans, II Conde de Paris, avô do atual. Foram esses casamentos os de Michel d'Orléans (casado com a Condessa Béatrice Pasquier de Franclieu) e Thibaut d'Orléans (casado com a plebeia Marion Gordon-Orr), este último, já falecido.

Quando do casamento de Michel d'Orléans, seu pai lhe concedeu o título de Conde d'Évreux; quando do casamento de Thibaut d'Orléans, seu pai lhe concedeu o título de Conde de La Marche. Em ambos os casos, determinou que os filhos de tais casamentos não seriam membros da Real Casa d'Orléans, nem teriam o título de Príncipes ou o tratamento de Altezas Reais, mas sim os títulos de Condes, utilizando como sobrenome os nomes dos títulos de seus pais.

Assim, Michel, Conde d'Évreux foi pai de:

- Conde Charles-Philippe d'Évreux, casado com a também Capetiana Diana Álvares Pereira de Mello, Duquesa de Cadaval, Marquesa de Ferreira, Condessa de Tentugal. Desse casamento nasceu apenas uma filha.

- Conde François d'Évreux, que casou-se a Baronesa alemã Theresa von Einsiedel, sendo pai de quatro filhos:

1 Conde Philippe d'Évreux,

2 Condessa Maria Amalie d'Évreux,

3 Conde Rafael d'Évreux,

4 Conde Nicolas d'Évreux.


Da mesma forma, Thibaut, Conde de La Marche (já falecido), teve dois filhos

1 Robert, II Conde de La Marche,

2 Conde Louis-Philippe de La Marche.


O problema ocorreu quando Henri Robert d'Orléans, II Conde de Paris, faleceu em 1999, sendo sucedido como Chefe da Casa d'Orléans por seu filho, também chamado Henri, III Conde de Paris, que, menos de um ano depois, anulou a decisão de seu pai, readmitindo seus dois irmãos, e a descendência destes na Sucessão Orleanista. 

Charles-Philippe d'Orléans, que agora passou a utilizar o título de Príncipe da Casa d'Orléans, e mesmo passou a utilizar o título de cortesia de "duque d'Anjou", a ele concedido por seu tio Henri, III Conde de Paris (como uma clara provocacão contra os direitos de Sua Alteza Real o Príncipe Louis XX de Bourbons, Duque d'Anjou, Chefe da Casa de Bourbon e Pretendente Legitimista ao Trono da França) casou-se e posteriormente divorciou-se da aristocrata portuguesa Diana Álvares Pereira de Mello, Duquesa de Cadaval, sendo este o Ducado mais antigo de Portugal, com dignidade de Parente del-Rei (por ser a Casa de Cadaval um Ramo da Casa de Bragança). O divórcio de Charles-Philippe irritou profundamente a Jean d'Orléans, IV Conde de Paris, que havia sucedido seu pai como Chefe da Casa d'Orléans em 2019.

Inicialmente Jean d'Orléans anunciou que Charles-Philippe havia perdido o tratamento de Alteza Real, porém este manteve o uso público do mesmo, irritando profundamente o IV Conde de Paris, que assim anulou a decisão de seu pai, e excluiu a descendência de Michel, I Conde d'Évreux e de Tibaut, I Conde de La Marche, fazendo a sucessão orleanista retornar àquela que estava em 1978.

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