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Decisão histórica do Chefe da Casa d'Orléans, Jean, Conde de Paris, retira títulos de seus primos mau comportados


 A briga entre Sua Alteza Real o Príncipe Jean d'Orléans, Conde de Paris, Pretendente Orleanista ao trono da França com seu primo Charles-Philippe d'Orléans durava já algum tempo. Tudo começou quando Charles-Philippe d'Orléans casou-se com Diana Pereira de Mello, Duquesa de Cadaval, Chefe daquela que, depois da Casa de Bragança, é a mais importante linhagem portuguesa. O pai de Jean, Henri, então Conde de Paris, decidiu "premiar" seu sobrinho lhe concedendo o título de "duque d'Anjou", o que gerou enorme mal estar com a Casa de Bourbon, cujo Chefe, Sua Alteza Real o Príncipe Louis XX de Bourbon, Pretendente Legitimista ao Trono da França, utiliza o título de Duque de Anjou, assim como seu pai antes dele, e seu avô antes dele... ou seja, é um título profundamente ligado à Casa de Bourbon, sem ligação alguma com os Orléans.


O referido Charles-Philippe d'Orléans é filho de Michel d'Orléans, que havia sido excluído da linha de sucessão orleanista, por ter realizado um casamento não autorizado, lhe retirando o título de Príncipe, o tratamento de Alteza Real e lhe concedeu o título de Conde d'Évreux: título pelo qual os seus futuros filhos deveriam ser conhecidos. Porém em 1999, Henri, logo após a morte do pai, reverte a exclusão dos irmão, e lhes "devolve" o tratamento principesco.


Tudo ruiu quando há alguns anos Charles-Philippe d'Orléans começou a se portar bastante mal com a Duquesa de Cadaval, e decidiu divorciar-se dela e casar-se com Naomi Kern, em um casamento civil, obviamente sem o consentimento do Chefe da Casa d'Oléans. A resposta do Conde de Paris não se fez esperar: em 2023 Jean avisou a seu primo, que se ele casasse com Nami o casamento seria inválido para finalidades dinásticas, e que Charles-Philippe d'Orléans iria perder seu tratamento de Alteza Real, e que sua nova esposa não seria uma Princesa d'Orléans.


Contudo, Charles-Philippe passou categoricamente a ignorar o poder de decisão de seu primo, Jean d'Orléans, Conde de Paris, informando que ele, e sua nova esposa, tinham o tratamento de "Suas Altezas Reais os Príncipes Charles-Philippe e Nami d'Orléans, Duque e Duquesa d'Anjou".


A raiva do Conde de Paris não pode mais ser contida, e, por meio de um comunicado do dia 15 de janeiro, Jean d'Orléans anunciou que a decisão de seu pai de readmitir Michel d'Orléans, pai de Charles-Philippe d'Orléans, na Casa de França era inválida, e que voltava a valer a decisão de seu avô: agora todos os descendentes de Michel d'Orléans passariam a serem chamados de Condes d'Évreux, com o direito ao brasão que vemos a seguir:

Agradecemos a Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Don Andrea Giangiacomo Gonzaga Trivulzio Galli, 18º Príncipe de Mesolcina, 21º Duque de Alvito, por desenhar o brasão para a nossa publicação.

Agora já não há mais disputa pelo título de Duque d'Anjou, que cabe a S.A.R. o Príncipe Louis XX de Bourbon... nem pela do título de Conde de Dreux, que cabe ao Chefe da Casa Principesca de Mesolcina, como descendente capetiano direto dos Condes de Dreux, pelo ramo dos Viscondes de Beu-Galli. 

Esperamos que essa dura lição seja finalmente aprendida pelo agora Conde Charles-Philippe d'Orléans d'Évroux. 


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