Para ler a primeira parte, clique aqui: Não estou nada preparado para este jardim; percebo isso assim que a cortina se abre e o espetáculo da natureza começa, uma dança harmoniosa de flores românticas, árvores espetaculares e ruínas grandiosas. Uma beleza inefável, nunca antes vista, delicada, mas evidentemente tenaz, diferente e infinitamente distante do que existe além de seus limites. É o que se poderia chamar de paraíso terrestre, além do tempo e do espaço. O presente se mistura com o passado, o passado distante emerge com moderação, mas sem hesitação; o futuro não se apressa em se afirmar porque, é claro, terá seu espaço: períodos distantes, mas conectados, suavizados, embelezados e emoldurados por uma natureza sublime que os acolhe em seu colo e amplifica sua força. Quase parece que cada álamo, cada rosa, cada bambu, cada copo-de-leite, cada hera que cresceu espontaneamente criou raízes, guiada por uma mão invisível que habilmente concebeu uma coreografia sublime. Ao mesmo t...