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Palácio Elisabeta é cedido para o uso da Família Real da Romênia pelo próximo meio século



A Romênia, república desde 1947, quando um golpe expulsou do país o Rei Miguel I de Hohenzollern-Sigmaringen, e se instaurou uma ditadura comunista na Romênia, que durou até 1990, quando se instaurou uma república parlamentar que perdura até nossos dias. Contudo, logo após a Romênia conseguir abandonar o comunismo, o antigo Rei Miguel I, e sua família, tornou-se um grande símbolo do renascimento nacional.

A figura régia tornou-se tão importante para o povo romeno, que hoje cogita-se a hipótese de um plebiscito sobre a Restauração da Monarquia, plebiscito esse que, diferente do realizado no Brasil em 1993, tem reais chances de Restauração da Monarquia.  

Em 2001, o Senado romeno aprovou um projeto de lei que afirma que o Palácio Elisabeta seria concedido ao antigo Rei para uso como residência durante sua vida. Desde então, membros da antiga Família Real moram lá. Ali são recebidos Chefes de Estado, Realeza e políticos estrangeiros, além de figuras políticas, culturais, econômicas e acadêmicas romenas quando eventos especiais são realizados.

Contudo, com a morte do Rei Miguel I em 2017, abriu-se uma polêmica no país, pois políticos republicanos passaram a reclamar que, com a morte do Rei, os membros da Família Real deveriam abandonar o Palácio, já que este havia sido cedido para ele, não para a sua família.  



Agora, a Família Real Romena recebeu o uso gratuito do Palácio Elisabeta pelo próximo meio século. Esta notícia foi publicada no domingo passado pelo primeiro ministro da república romena, Ludovic Orban (que é declaradamente monarquista). O "palácio branco", nos arredores do centro da cidade da capital romena Buchares, serviu como sede da Família Real Romena desde a queda do comunismo.

A partir de 2020, o palácio é a residência oficial de Sua Alteza Real a Princesa Margareta, Custodiante da Coroa da Romênia, seu marido, o príncipe Radu e sua irmã, Sua Alteza Real a Princesa Maria.

As notícias sobre o arrendamento gratuito vieram na celebração de 10 de maio deste ano, quando o primeiro-ministro romeno, Ludovic Orban, enviou uma calorosa mensagem a custodiante da Coroa, destacando o importante papel que a Família Real teve na Romênia no passado e no presente.



Segundo notícias recentes, o Palácio Elisabeta está avaliado em 59 milhões de reais, pouco menos de 10 milhões de dólares. A Casa Real romena agora manterá o direito de usar o Palácio Elisabeta gratuitamente até 2069.

O Palácio Elisabeta foi construído em 1936 e foi projetado em 1930 pelo arquiteto Duiliu Marcu e construído em 1936 pela princesa Elisabeth, filha do rei Fernando I e sua esposa, a rainha Maria. Ela também era tia do rei Michael I, que foi forçado a abdicar em 30 de dezembro de 1947.



Existe uma grande polêmica sobre o caso da Restauração da Monarquia na Romênia, pois a Constituição do Reino da Romênia previa que o Trono apenas poderia passar pela Lei Sálica (ou seja, apenas de homem para homem), e que, em caso da extinção da linha dos Hohenzollern da Romênia, o Trono deveria passar aos Hohenzollern-Sigmaringen (da Alemanha). 

Ocorre que o Rei Miguel I não teve filhos varões, e decretou que quem deveria o suceder na Chefia da Casa Real, após a sua morte, seria a sua filha mais velha, e após ela as suas demais filhas após ela. O Caso ficou ainda mais complicado, pois Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Karl von Hohenzollern-Sigmaringen, Chefe da Casa de Hohenzollern-Sigmaringen teria declarado que "não tem interesse em abandonar a Alemanha, para se envolver em assuntos ligados à Romênia"... porém isso é caso para outra postagem... 


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