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COLUNA DO PRÍNCIPE: A filha bastarda que está tirando o sossego do Rei Alberto II da Bélgica



A aposentadoria do Rei Alberto II dos Belgas (A Casa Real da Bélgica é um ramo cadete da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha, que também reina no Reino-Unido sob a Rainha Elizabeth II, e já reinou em Portugal bem como na Bulgária) que abdicou do Trono em 2013, está longe de ser uma jubilação tranquila. Segundo o advogado Guy Hiernaux, um dos patronos do antigo Rei, que em recente entrevista ao periódico estadunidense New York Times afirmou que Sua Majestade sente-se "perseguido pela justiça e pelos meios de comunicação", e que por isso, "sofre enormemente".

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Entenda o caso: A artista Delphine Boël (nascida em 1968) é filha da Baronesa Sybille de Salys Longchamps e afirma ser filha do Rei Alberto II dos Belgas, contudo, Delphine leva o sobrenome de Jacques Boël, que é legalmente seu pai (vez que era casado com sua mãe à época de seu nascimento).  O caso só tornou-se público em 1999, através de um livro escrito por Mario Danneels, que ao publicar uma "biografia não autorizada" da Rainha Paola, nele afirma a existência de uma filha bastarda do Rei.



Em 15 de maio de 2005 Delphine deu uma entrevista ao programa "On peut pas plaire à tout le monde", em que afirmou ser mesmo filha do Rei Alberto II, e segundo ela, quando ela e sua mãe mudaram-se para o Reino-Unido (na época Delphine tinha 9 anos), o então Príncipe Alberto havia declarado intenção de divorciar-se de sua esposa, a então Princesa Paola, e casar-se com sua mãe na Inglaterra, proposta que teria sido recusada por sua mãe, que havia justamente ido para a Inglaterra para casar-se com o Honorável Michael-Anthony Rathborne Cayzer (1929-1990), filho mais novo do 1º Barão de Rotherwick. 

Contudo, as alegações de Delphine sempre foram rechaçadas pelo Rei dos Belgas, o que levou a um processo em 2013, no qual Delphine chamou à lide tanto o Rei Alberto II, como seu filho mais velho, Sua Alteza Real o Duque de Brabante, como sua irmã Sua Alteza Imperial & Real a Arquiduquesa de Áustria-Este. Porém como o Rei gozava de imunidade completa perante a Lei, o mesmo processo não pode ser admitido. Todavia, com a abdicação de Alberto II, o mesmo deixou de gozar de imunidade, e o processo foi reaberto.

Sua Majestade negou-se, a princípio, em fazer o teste de DNA, contudo, em uma decisão de 05 de novembro de 2018, a Justiça determinou que o mesmo deve submeter-se ao exame, caso contrário a alegação de paternidade será considerada como verdadeira.

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Agora, o advogado do antigo Rei afirma que o mesmo aceitaria fazer o exame, desde que o resultado seja mantido em sigilo judicial até o trânsito em julgado da demanda, junto ao Tribunal de Cassação. Também afirmou que a saúde do antigo Chefe de Estado está "minada" e deteriorando-se cada vez mais, por conta do processo. 



Delphine Boël, poucas horas após a entrevista, declarou, por meio de um de seus advogados, Marca Uyttendaele, que sua intenção "nunca foi causar dano a ninguém, especialmente ao homem que ela considera ser seu pai".


Sobre o Colunista:

Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Andre Prinz von Trivulzio-Galli, 
14º Príncipe de Mesolcina e do Sacro Império Romano-Germânico
Site: https://www.trivulziogalli.com/

(Para manter contato com o colunista, escrever para: principeandre@m-mundo.co)

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