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Casamento da Princesa Amélia de Orléans-Bragança com o Sr. James Spearman


Aconteceu hoje, sábado, dia 16 de agosto de 2014, o casamento entre Sua Alteza Real a Princesa Amélia de Orléans-Bragança com o Sr. James Spearman. A cerimônia aconteceu na Proto-Catedral de Nossa Senhora do Monte Carmelo da Antiga Sé do Rio de Janeiro. 

Compareceram à cerimônia 300 convidados, entre eles representantes da Casa Imperial do Brasil (Bragança) da Casa Imperial da Áustria (Habsburg), da Casa Real da Baviera (Wittelsbach), da Casa Real das Duas Sicílias (Bourbon), e das Famílias Principescas de Mônaco (Grimaldi), Mesolcina (Trivulzio-Galli) e Liechtenstein (von und zu Liechtenstein), e da Casa Principesca de Oréans-Bragança. 


A noiva, que até o dia de ontem era intitulada de "Sua Alteza Imperial & Real a Princesa Dona Amélia do Brasil", passou a ser apenas "Sua Alteza Real a Princesa Amélia de Orléans-Bragança, Sra. Spearman". Isso ocorreu pelo motivo de noivo, descendente de uma das famílias mais antigas da Escócia, ter sido considerado um plebeu pela Corte Imperial Brasileira, oque levou a Princesa a perder seu título imperial.

Haviam algumas esperanças de que Sua Alteza Imperial o Príncipe Dom Luiz do Brasil, Duque de Santa Cruz, Chefe da Casa Imperial Brasileira, considerasse o casamento como Dinástico, oque levaria os futuros filhos do casal a estarem na Linha de Sucessão ao Trono do Brasil, porém estas esperanças foram frustradas por um pronunciamento ocorrido no último dia 12, no qual o Duque de Santa Cruz anunciou que o casamento não seria reconhecido pela Casa Imperial como sendo Dinástico.

A noiva entra na Igreja levada por seu pai, Sua Alteza Imperial o Príncipe Dom Antônio do Brasil.

A Princesa teve então duas opções: ou renunciava a seus títulos como uma Infanta Brasileira e mantinha as boas relações familiares, ou casava-se sem o fazer, tendo assim um casamento morganático, no qual os filhos da união seriam considerados "banidos" pela Casa Imperial. A noiva, sabiamente, optou pela primeira opção. 

Assim Dona Amélia perdeu o tratamento de "Dona", passou a ser só Amélia. Perdeu também o tratamento de Alteza Imperial (tratamento não dado pela Constituição de 1824, mas garantido mesmo assim aos Príncipes do Brasil), deixou se ser uma Princesa do Brasil, e passou a ser apenas Princesa de Orléans-Bragança, título de origem franco-brasileira, que dá ao portador o tratamento de Alteza Real, perdeu também seu lugar na Linha de Sucessão, sendo que, até então ocupava o 4º lugar, logo após seu irmão, o Príncipe Doma Rafael (3º lugar), de seu pai o Príncipe Dom Antônio (2º lugar), e de seu tio o Príncipe Imperial do Brasil (1º lugar), uma vez que o Príncipe Dom Luiz já ocupa titularmente o Trono do Brasil (por isso, obviamente, não ocupa o 1º lugar na linha de sucessão, como muitos imaginam).   


O Chefe da Casa Imperial do Brasil não compareceu a Cerimônia, como era de se esperar, uma vez que não reconheceu o casamento como digno de gerar futuros herdeiros ao Império do Brasil. 

O casal viverá em Londres, onde ambos trabalham. 

Comentários

  1. nossa ta na hora cria uma nova regra de sucessão , não gostei , se o duque queria muda -se as regras e pronto mania

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  2. Embora até seja a favor de mudanças na regra consentudinária da família imperial no que tange a continuar a ter direitos ao trono, muito me entristece esse casamento. Preferiria que ela se casasse com um príncipe de alguma casa principiesca.

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